Segunda-feira, Novembro 09, 2009

4J.

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente eléctrica quando tocamos a pessoa certa.
- Carlos Drummond de Andrade -

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Vai onde te leva o coração


E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.

- Susanna Tamaro -

Sexta-feira, Julho 31, 2009

a marcha dos pinguins



De uma beleza indescritível. Com uma ternura arrepiante e o encanto de uma fábula, de onde saem sempre as melhores lições vida, apesar da Humanidade ser demasiado estúpida e arrogante para perceber que tem muito a aprender com os ditos 'irracionais'. Faz rir, sorrir, chorar... faz pensar muito e perceber ainda mais sobre as coisas que realmente importam. Afinal, qual é o sentido da vida? Sem falsos moralismos, acho mesmo que o Homem não percebe nada disso!

Quinta-feira, Julho 30, 2009


não tenho saudades daquilo que foste. saudades nenhumas. tenho, isso sim, saudades do que podias ter sido e não conseguiste. tenho saudades do que há-de vir... outra primavera, barcos soltos das amarras do cais e andorinhas que partem.

Sábado, Julho 25, 2009


como um casaco, que se deixa pendurado à entrada, porque hoje nem está frio. ou porque a sua cor não combina com a roupa que decidimos vestir, pela manhã. ou por isto e por aquilo, deixamos o casaco pendurado no cabide, à entrada. é possível que por lá fique semanas... meses, até! ou até ao dia em que, vá lá saber-se porquê, nos dá jeito. talvez no próximo inverno.

Quarta-feira, Junho 17, 2009


sabes-me sempre a pouco...

Terça-feira, Junho 16, 2009

sugestão a norte

Era uma vez no Porto...
tinha boa gente, boa música, bom ambiente, uma belíssima decoração e uma localização soberba.
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Era agora outra vez... também no Porto, com a mesma boa gente, a mesma boa música, o mesmo bom ambiente, outra belíssima decoração e mais uma localização soberba. Da Foz para a Baixa, o Era uma vez no Porto mantém o bom gosto e mesma arte de bem receber a que me habituou desde sempre. Um grande bem haja e votos de um imenso sucesso ao N., a quem dou desde já os parabéns pelo (novo) espaço, que - com muita pena minha - só hoje consegui visitar... mas A M E I !!!
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É caso para citar Lavoisier na versão filosófica... "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"

Segunda-feira, Junho 15, 2009

amar os teus olhos


photo by lunablu @ olhares.com
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Podia com os teus olhos 
escrever a palavra mar. 
Podia com os teus olhos 
escrever a palavra amar 
não fossem amor já os teus olhos. 
Podia nos teus olhos navegar 
conjugar os verbos dar e receber. 
Podia com os teus olhos 
escrever o verbo semear 
e ser a tua pele 
a terra de nascer poema. 
Podia com os teus olhos escrever 
a palavra além ou aqui 
ou a palavra luar, 
recolher-me nos teus olhos de lua 
só os teus olhos amar. 

Podia nos teus olhos perder-me 
não fossem, amor, teus olhos, 
o tempo de achar-me.
 

[Carlos Melo Santos]

Domingo, Junho 14, 2009

descobertas





Bar Restaurante Concertos Exposições Teatro Lojas
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tudo aqui... mesmo ao pé de casa
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Para ti, B.!


'É tão bom uma amizade assim, ai! faz tão bem saber com quem contar'...

la la la   la la la la la   la la la...

[ só falta o manjerico... 'ó sóio póio tóio' :) ]

'carpe diem' vs 'quem tudo quer...'


É uma opinião pessoal, é certo! Mas é a minha, e as opiniões são como os cus... cada um tem o seu. Diverge no facto de cada um poder expressar a sua opinião mas não poder mostrar o seu cu publicamente, mas isso é só um aparte e para o caso não interessa nada. E, na minha modesta opinião – pessoal, repito – os relacionamentos actuais são pobres. Sim, pobres! 

É tal a fobia de ficar sozinho, que a maioria se atira para os braços – e lençóis e tudituditudo – do primeiro que aparece... É tal a pressa de viver, que nem se dão ao trabalho de criar bases sustentáveis para a coisa... É tal o desespero, que isto se torna uma verdadeira gincana que mais parece a dança das cadeiras, onde vão saltando de umas para as outras, com medo de perder o lugar e ficar de pé. Pior... além de ficar de pé, ditam as regras que se abandona o jogo.

Para contrariar esta minha teoria – surgida a esta hora da madrugada, onde é possível que a minha lucidez esteja já um pouco débil – assalta-me a ideia, já popularucha, de que ninguém quer nada sério, actualmente, no que toca a relacionamentos. E pronto, instalou-se-me a dúvida! Será? Tenho para mim que isso é treta. Creio que andam todos à procura do mesmo, mas já não sabem como chegar lá, porque essas coisas não se ensinam. Ah! E tal, a vida é curta e temos que aproveitar e yada yada yada... ok. Mas desconfio que, no fundo (e não é assim tão fundo), todos sonham com o amor para a vida. E a culpa é do stress. No tempo dos nossos pais não havia stress, por isso a culpa é toda dele. Hoje, não há tempo a perder. Hoje, não se percebe a diferença entre ‘perder tempo’ e ‘dispender tempo’. Construir o que quer que seja (que valha a pena), dá trabalho, e hoje tudo se encontra feito. O investimento parece demasiado, para uma geração que está – na minha opinião (que opinativa estou hoje!) pessoal – mal habituada. Ainda não compreendem o valor das coisas que custam a conseguir e, muito menos a satisfação, a sua durabilidade e solidez. Mas, se calhar, eu é que estou a ser lírica, ou estou fora de moda, quando digo (porque acho!) que os relacionamentos actuais são pobres. Muito pobres!


Sábado, Junho 13, 2009

the greatest

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'It took me nearly a year to get here.
It wasn’t so hard to cross that street after all...
it all depends on who’s waiting for you on the other side.'

[my blueberry nights]

A vida é como um livro


Se não consegues virar a página, arranca-a.

Domingo, Maio 31, 2009

alive and kicking

... existe o verde alface, o verde azeitona, o verde limão...
o vermelho sangue, o vermelho ferrari...
o azul celeste e o azul

PUUUOOOOORTOOO!!!

Terça-feira, Maio 26, 2009

Os Desgostos de Amor

Não sei quem disse, mas podia bem ter sido eu... ou qualquer outra pessoa, sem barba, claro!
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Acho que todas as mulheres já tiveram os seus desgostos de amor. Daqueles que nos tiram o sono, a fome, a alma, a vida, a vontade. Que nos atiram para um abismo, um túnel sem saída e outras tragédias que de momento (felizmente) não me ocorrem. E os nossos amiguinhos machos? Como funciona um desgosto de amor no masculino? Pode ser igualmente intenso, não demora é tanto. Afinal há jogos todas as semanas e um gajo não pode ficar preso a um desgosto para sempre. Há outras coisas para fazer e para ver. Há outras mulheres a quem dar atenção. Há automóveis novos para conhecer. Enfim, uma infindável panóplia de actividades em que se empenham rapidamente e nem mais se lembram da gaja que lhes partiu o coração na semana anterior. O coração dos homens deve ser de algum material estranho que se reconstrói com a ajuda de imagens desportivas, de gajas despidas ou semi-despidas, carros e afins. Por um jogo, reconstrói-se uma válvula, por uma vitória do clube, reconstói-se uma aurícula, por uma revista de gajas, reconstrói-se um ventrículo e assim sucessivamente. Até que, dependendo da animação, o coração fica novinho em folha num período de tempo que pode oscilar entre um fim-de-semana e uma semana (no máximo). Garantido! Como é que se pode obter um coração desses? A quem é que devemos reclamar? Não me parece nada justo que soframos horrores durante tempos sem fim e que eles se recomponham num instante. As crentes, peçam ao Criador, as não crentes peçam ao Estado. Afinal pagamos impostos para quê? Quero um coração de homem, pronto! Desses tipo Lego...

Sábado, Maio 23, 2009

Boa viagem, Avó F.


Hoje, acordei com o telefone. Era a minha Mãe. Olhei para as horas e estranhei. Eram cerca das 10h30 e a minha Mãe nunca liga de manhã. Sabe que eu só acordo à tarde e nunca liga de manhã.
- 'Soninha, a Avó morreu...'
Não foi um choque, nem sequer uma notícia inesperada. A minha Avó F. já estava doente há muito tempo e, com franqueza, se esquecermos o nosso egoísmo, há-de ter sido, para ela, um verdadeiro alívio, considerando o sofrimento que se arrastava há tanto.
A minha Avó F. nunca foi uma avó como os meus outros 3 avós. A Avó F. não era assim tão querida pelos netos - e éramos muitos - porque dificilmente vinha dali uma palavra ou um gesto de carinho, de afecto, de compreensão ou simples interesse. Às vezes, a minha avó F. era até mazinha...
A minha Avó F. ficou muito sozinha quando o meu Avô A. morreu. Era o Avô A. que nos puxava àquela casa, naquela terra Minhota. Do Avô A., todos nós gostávamos... muito! Ao contrário da Avó F., o Avô A. tinha um sorriso doce que já fazia parte da cara. O seu sorriso era como uma ruga imensa, irremediavelmente entranhada naquela expressão suave, que nos deliciava. Nunca se zangava. Nunca dizia que não. A Avó F., contrariamente, nunca dizia que sim e nunca estava feliz.
Acho que a minha Avó F. ganhou consciência de tudo isso quando morreu o meu Avô A. e todos ficaram mais ausentes. Com o passar do tempo, percebi que ela já me recebia com carinho. Percebi que gostava que eu a visitasse. Consegui ver a minha avó F. feliz com a minha presença, nas poucas visitas que lhe fiz depois da morte do meu Avô A. Percebi que a minha Avó F. aprendeu muito e já valorizava as pessoas.
Era, contudo, muito tarde. Muito se havia perdido, entretanto. A melhor fase para criar laços fortes com a minha Avó F. já tinha passado. Foi importante perceber que ela mudou, e porquê. Foi importante perdoar e esquecer. Foi importante, porque me permite conseguir chorar, hoje, com a sua morte. É bom sinal. Que dizer que houve coisas boas, mesmo que tardias...

Descansa em paz, Avó F. !

Sexta-feira, Maio 22, 2009


can't we 'pause' life?!

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on your marks... get set... GO (for it)!

Quarta-feira, Maio 20, 2009

simplesmente...

A-D-O-R-O
barrigadas de riso, como esta que nos demos hoje...
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[... como tantas que nos damos sempre! h-a-m-u-t :)]


Terça-feira, Maio 19, 2009

Avô H.



Hoje seria o teu dia. O dia 19 de Março será sempre o teu dia. Sempre, porque nada será, nunca, mais importante do que tu, neste dia ou noutro qualquer. Porque te lembro com saudades. Muitas saudades! Saudades de te ouvir cantar(-me), de brincar contigo, de correr para ti... eu sempre corria para ti. Saudades de te ouvir resmungar pelas partidas que te pregava, que eram muitas. Saudades de te ouvir gritar pelo FCP, dar murros na mesa ao assistir a debates políticos e falar com orgulho dos tempos passados em Angola. Saudades das tuas histórias... Saber que eu era a favorita. Saudades tuas. Pena por não ter tido a oportunidade de te dizer que tu também eras favorito. Mas tu sabes...

Um dia feliz! Estejas onde estiveres...

be wise


don't look at me... I'd rather you look throw
read the signs... there's so much to learn in my silences
it's all there... just open your eyes and free your mind
let your heart flow... life's just started for us
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